Bem-estar

Como a Psicologia auxilia nos casos de infertilidade

A ciência está cada vez mais ao lado de mulheres e casais que desejam gerar filhos e por questões fisiológicas ou emocionais acabam impossibilitados. A reprodução assistida é realizada em clínicas e hospitais especializados em fertilização, por intermédio de uma equipe multidisciplinar de saúde que disponibiliza vários métodos para permitir a gravidez.

As clínicas que promovem essas técnicas estão cada vez mais conscientes sobre a necessidade de um acompanhamento psicológico às famílias que se submetem aos diferentes processos para gerar uma nova vida. Isso acontece porque quando encontrada certa dificuldade para engravidar, a mulher que busca ser mãe acaba por enfrentar alguns transtornos e frustrações e isso pode influenciar de forma negativa no tratamento.

Por que a frustração é mais associada às mulheres?

Estudos relatam que quando o casal não engravida grande parte das mulheres logo assumem a culpa da infertilidade e antes mesmo de irem ao médico já decretam certo luto ao seu útero. Não é a toa que nós mulheres nos cobramos pelo sucesso da reprodução, ainda mais quando desejada, isso é cultural. No mundo em que mulheres adquiriram a função de procriar desde muito cedo, não ser capaz desse “dom” chega a ser recebido como uma sentença.

Apesar dessas imposições sociais, é possível pensar de modo diferente e mais leve. Compreender as escolhas que as levam ao desejo de ser mãe é um item de autoconhecimento essencial para submeter-se às técnicas de reprodução assistida.

Por que não adotar?

Quem passa pelas clínicas de fertilização pode estar habituada a frequente pergunta: “Mas por que vocês não adotam? Tem tanta criança sem uma família!”. Sem desconsiderar a importância e todos os aspectos que envolvem os processos de adoção, é preciso entender que cada indivíduo constrói sua história de forma particular e não adianta tentarmos colocar o nosso mundo na realidade alheia, não encaixa.

A adoção muitas vezes está associada a um ato altruísta e isso gera confusão em algumas pessoas sobre as razões pelas quais se adotar, podendo gerar críticas e julgamentos a quem opta por outros métodos para se construir uma família.

A infertilidade e sexualidade

A infertilidade tem chances iguais tanto para homens quanto para mulheres e também pode acontecer quando existe incompatibilidade genética entre o casal. Entrar no “mundo infértil” pode gerar grande angustia para os casais e refletir de forma direta na vida sexual, por conta da diminuição da autoconfiança, exposição da vida íntima à equipe médica e falta de desejo pelo parceiro.

O Acompanhamento promove mais segurança à família

O acompanhamento psicológico pode auxiliar a mulher na elaboração dos conflitos individuais que surgem a ela em decorrência da infertilidade e também na reestruturação de papeis e culpabilidade que ela assume no relacionamento, já que o mesmo tende a ficar fragilizado.

Além disso, a família que é acompanhada por uma rede de apoio pode sentir-se mais segura e confiante para lidar com as adversidades que surgem durante o processo!

Karoline Mincarone

Por

Karoline Mincarone

Psicóloga

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